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NOVAS TECNOLOGIAS E BENEFÍCIOS PARA O MEIO AMBIENTE 

Por Patrícia Tavares/ Dudu Ferreira - 03/06/2016

Novas tecnologias e benefícios para o meio ambiente

Ontem falamos sobre hábitos de consumo e a conscientização para mudanças simples, porém significativas em nosso dia a dia. Também comentamos sobre a constante busca por novas tecnologias e o descarte indevido de aparelhos eletrônicos. Hoje vamos relatar ações tecnológicas desenvolvidas para beneficiar o planeta e mostrar que tem muita gente se empenhando para que a tecnologia favoreça as futuras gerações!


EMPRESAS

Algumas empresas já se posicionaram positivamente em defesa do meio ambiente. A Apple, por exemplo, começou a se preocupar com seus produtos desde 2007, após serem acusados por negligência ecológica. Steve Jobs, por sua vez, cumpriu o prometido e passou a produzir mercadorias com componentes que causassem menos danos ao meio ambiente. Exemplo disso foi quando eliminou substâncias tóxicas na produção de seus produtos e passou a usar alumínios e vidros recicláveis.


A indústria têxtil, também adotou alternativas sustentáveis. Em 2010 recebeu uma tecnologia apresentada por uma empresa dinamarquesa, a Novozymes – que possui filial no Brasil. A ideia da máquina é diminuir a quantidade de água usada para a fabricação dos tecidos, que se totaliza em 70 mil litros a menos e deixa de lançar 1000 quilos de gás carbônico para cada tonelada de malha fabricada.


A indústria automobilística também está fazendo uma revolução ao permitir a usabilidade de carros elétricos, podendo ser a bateria ou os híbridos.


Pequenas invenções, mas de grande rentabilidade, já foram desenvolvidas para o melhor funcionamento do ciclo de consumo ecológico. Muitas utilizam a luz solar como fonte alternativa. Carregador como entrada USB movido à luz solar e outro bem moderno em forma de Bonsai, que além de ter várias placas que captam a luz solar e recarregam seus eletrônicos, serve, também, como enfeite.


Celulares que viram flores, notebooks feitos de bambu, mouses produzidos através de plásticos reciclados e porquinhos eletrônicos (cofres) que liberam energia apenas ao colocar moedas, para que as crianças, principalmente, saibam o quanto é valiosa a energia, já estão no mercado e a tendência é aumentar.


Relacionamos abaixo 5 exemplos de utilização da tecnologia em benefício ao meio ambiente. Temos reaproveitamento de materiais, captação de energia solar, utilização de lâmpadas LED, entre outros relatos que nos motivam e encorajam a acreditar num mundo cada vez melhor. Acompanhe!


1. Tinta de isopor

Os resíduos causados pelo acúmulo de lixo podem causar diversos prejuízos à natureza. Para tentar amenizar esse quadro, duas alunas de engenharia química no Rio Grande do Sul buscaram uma solução inovadora: transformar em um novo produto algum material amplamente utilizado e descartado, mas pouco reciclável. O escolhido foi o poliestireno expandido (EPS), conhecido pela marca Isopor. Segundo as estudantes, o Isopor traz muitas consequências negativas ao meio ambiente quando descartado incorretamente. A ideia inovadora foi transformá-lo, então, em tinta! Com a tinta desenvolvida, um volume muito grande de Isopor se converte em um filme fino de tinta. As alunas tiveram a iniciativa de trocar também os solventes comuns na indústria por um solvente natural extraído da casca de frutas cítricas, que é biodegradável e não agride nem o meio ambiente, nem a saúde humana. O que achou da ideia?


2. Autodestruição eletrônica

A tecnologia faz com que os aparelhos eletrônicos sejam substituídos por outros mais modernos com muita rapidez. Muitas pessoas, na hora de se livrarem desses aparelhos 'antigos’ não sabem o que fazer com estes materiais, descartando-os, na maioria das vezes, em locais impróprios. Pensando nisso, alunos e professores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, criaram um mecanismo de autodestruição, que faz com que os aparelhos desapareçam quase instantaneamente - o "botão" de autodestruição pode ser acionado por calor ou por controle remoto. (Imagina se você aperta esse botão por engano no seu celular, hein?)


3. Rede para vazamentos de óleo

Para consertar vazamentos de petróleo no mar é necessário usar ‘esponjas’ para sugar de volta de óleo, o problema é que, em seguida, essas esponjas precisam ser descartadas, o que de certa forma apenas desloca o problema e continua prejudicando o meio ambiente. Na busca por uma solução melhor, dois alunos da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, fizeram um protótipo de peneira que deixa passar a água e retém o oléo, fazendo com que a água volte limpa para o leito e o óleo puro para o tanque. A peneira é


formada por uma malha de fios de aço inoxidável recobertos por um material que repele o óleo. (Como dizia minha vó: Água e óleo realmente não se misturam! ) 


4. Fazendas solares flutuantes

Fazendas Solares
Fazendas solares flutuantes na cidade de Kato, Japão.

Engenheiros norte-americanos desenvolveram uma tecnologia de baixo custo que pode ser utilizada para evitar a evaporação da água de represas e ainda gerar energia. Mas a empresa japonesa Kyocera foi além e apresentou duas fazendas solares flutuantes, construídas na cidade de Kato, Japão. A primeira gera 1,7 MWh (megawatts/hora), e a segunda gera 1,2 MWh - isto é suficiente para abastecer cerca de 1.000 casas. Segundo a empresa, além de evitar a perda de água das lagoas pela evaporação, painéis solares instalados sobre a água produzem mais energia por causa do efeito de resfriamento induzido pela água - as células solares operam de forma mais eficiente a temperaturas mais baixas. (Que bom seria se essa ideia fosse mais divulgada, né?)


5. Luz invisível para as plantas


Hoje em dia é comum que as plantas recebam iluminação artificial à base de LEDs, mas o grande problema é que essa prática está prejudicando a vida das plantas e destruindo o ecossistema original. Pensando em uma maneira de resolver essa situação, Tomohiko Nakajima, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada, do Japão, criou um novo LED branco que


emite luz quente (amarelada) a partir de uma superfície de fósforo dopada com o elemento de terras raras disprósio. De acordo com ele, esse LED interfere menos na fotossíntese porque possui uma menor emissão de radiação na faixa do infravermelho próximo – ele emite um espectro de luz invisível para as plantas. (Não é a toa que somos fãs das lâmpadas de LED!) 

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